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Mercado do Cacau

Cacau

Cacau

História do Cacau

O cacau é uma palavra que deriva do termo Kakaw, de origem maia. Segundo alguns estudiosos a palavra pode ser traduzida como "suco amargo", mas em essência Kakaw é um fonema e era usado para se referir ao cacaueiro. 

Os pesquisadores mexicanos encontraram em vasos de cerâmica o fonema "ka", que estava representado pela forma estilizada de um peixe, marcado com dois pontos para indicar que o fonema foi repetido duas vezes. 

Não se sabe ao certo quem foram os primeiros povos a cultivar o fruto, mas conta à história que os Astecas, no México, e os Maias, na América Central foram os primeiros povos a cultivar o cacau. Mas, fala-se também que antes mesmos dos primeiros colonizadores espanhóis chegarem à América, o cacau já era cultivado pelos índios. 

Segundo os historiadores, o cacaueiro, também chamado cacahualt, era considerado sagrado pelo povo. Isto porque o próprio profeta Quatzalcault ensinara aos Astecas como cultivar a planta, tanto para o alimento como para embelezar os jardins da cidade de Talzitapec, no México. E todo o cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas. 

Em 1758, o botânico sueco Carlos Linneo chamou a planta de Theobroma cacao L, que significa ?Manjar dos deuses?, talvez, inspirado em toda a simbologia que envolvia o cultivo do cacau. 

As sementes de cacau eram consideradas tão valiosas, que eram usadas como moeda. Conta-se que quatrocentas sementes valiam um countle e 8.000, um xiquipil. O imperador Montezuma costuma receber anualmente 200 xiquipils (1,6 milhões de sementes) como tributo da cidade de Tabasco, que corresponderia hoje a aproximadamente 30 sacas de 60 quilos. 

Afirma-se que um bom escravo podia ser trocado por 100 sementes na época. Peter Martyr da Algeria escrevia em 1530, ainda sobre o uso do cacau como moeda, no livro DE OURBE NOVO PETRI MARTYRES AB ALGERIA: ?Abençoado dinheiro, que fornece uma doce bebida e é benefício para a humanidade, protegendo os seus possuidores contra a infernal peste da cobiça, pois não se pode ser acumulado por muito tempo, nem escondido nos subterrâneos?. 

O fruto de ouro 

O cacaueiro tem folhas longas que nascem avermelhadas e logo ficam de um verde intenso, medindo até 30 cm. Seus frutos também podem medir até 30 cm de comprimento, apresentando coloração verde, vermelha ou amarronzada, cores que tendem ao amarelo, quando amadurecidos. No interior do fruto são encontradas de 20 a 50 sementes recobertas por uma polpa branca e adocicada, fixadas e uma placenta com as mesmas características. A flor do cacau tem cinco pétalas e é polinizada por pequenos insetos, ao longo de todo o ano. Entre a polinização e o amadurecimento do fruto decorrem cerca de 180 dias. 

Os botânicos acreditam que o cacau é originário das cabeceiras do rio Amazonas, tendo-se expandido em duas direções principais, originando três grupos importantes:  Criollo, Forastero e Trinitário. 

Criollo: A palavra significa ?hispanoamericano, nativo? em espanhol e foi a primeira variedade cultivada nos territórios onde hoje estão Honduras, Costa Rica e México, pelos povos da chamada mesoamérica (Olmecs, Mayas, Toltecas e Astecas). Também cultivado na América Central e no norte da América do Sul. Suas amêndoas são grandes e de coloração clara ou rosácea, de baixa acidez e pouco sabor amargo. Foi considerada a mais nobre das variedades de cacau, mas é pouco produtiva e muito sensível a doenças. Atualmente responde por cerca de 5% da produção mundial de cacau.

Forastero: É o cacau que tem origem na bacia amazônica. Tem amêndoas achatadas de cor violeta, de média acidez. Considerado um cacau produtivo e resistente a doenças. Responde atualmente por cerca de 80% da produção mundial, e é cultivado especialmente na África e no Brasil. Tem frutos amelonados, e algumas subespécies produzem cacau de excelente qualidade.

Trinitário: É um cacau híbrido, resultado do cruzamento das duas outras variedades, reunindo as características de ambas. Foi criado em Trinidad, após 1727, quando plantações de cacau Criollo foram destruídas por ciclones e tempestades. Trinta anos depois monges capuchinhos teriam trazido e plantado mudas de Forastero, que terminaram por cruzar com remanescentes de Criollo. Tem excelente qualidade, e reponde hoje por cerca de 15% da produção mundial.

A chegada ao Brasil

O cacau foi ganhando importância econômica com a expansão do consumo de chocolate, e com isso várias tentativas foram feitas visando à implementação da lavoura cacaueira em outras regiões com condições de clima e solo semelhantes às de origem. E assim, suas sementes foram se disseminando gradualmente pelo mundo. 

Em meados do século XVIII, o cacau tinha atingido o Sul da Bahia e, na Segunda metade do século XIX, foi levado para a África. Oficialmente, o cultivo do cacau começou no Brasil em 1679, através da Carta Régia que autorizava os colonizadores a plantá-lo em suas terras.

Antonio Dias Ribeiro, em 1746, recebeu algumas sementes de cacau, do tipo Amelonado ? Forastero, do colonizador francês, Luiz Frederico Warneau, do Pará e introduziu na Bahia. O primeiro plantio no estado foi feito na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, no atual Município de Canavieiras. Só em 1752 foram feitos plantios no Município de Ilhéus.  

O cacau se adaptou ao clima e solo do sul da Bahia, e a região alcançou produção de até 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia em 1,5%. O Brasil é 5° produtor de cacau do mundo, ao lado da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões.  Em 1979/80, a produção brasileira de cacau ultrapassou as 310 mil toneladas.

Cerca de 90% de todo o cacau brasileiro é exportado, gerando divisas para o país.  No período 1975/1980, o cacau gerou 3 bilhões 618 milhões de dólares.

Além do Chocolate

Que o cacau lembra o chocolate não há dúvidas, sempre foi assim, desde os astecas, que em suas cerimônias religiosas incluíam o Chocolate. O cacaueiro sempre foi cultivado para aproveitar apenas as sementes de seus frutos, que são a matéria-prima da indústria chocolateira. Mas, do fruto do cacaueiro é possível extrair outros subprodutos, já comum a industrialização do suco de cacau, a partir da extração da sua polpa. 

O suco de cacau possui sabor bem característico, considerado exótico e muito agradável ao paladar, assemelhando-se ao suco de outras frutas tropicais. É fibroso e rico em açúcares (glicose, frutose e sacarose) e também em pectina. Algumas das substâncias que compõem o suco de cacau lhe conferem uma alta viscosidade e aspecto pastoso.

Com esta mesma polpa de cacau pode fazer ainda geléias, destilados finos, fermentados - a exemplo do vinho e do vinagre - e xaropes para confeito, além de néctares, sorvetes, doces e uso para iogurtes.

A casca do fruto do cacaueiro, também pode ter aproveitamento econômico. Ela serve para alimentar bovino, tanto in natura como na forma de farinha de casca seca ou de silagem, como também para suínos, aves e até peixes. A casca do fruto do cacaueiro pode ainda ser utilizada na produção de biogás e biofertilizante, no processo de compostagem ou vermicompostagem, na obtenção de proteína microbiana ou unicelular, na produção de álcool e na extração de pectina. Uma tonelada de cacau seco produz oito toneladas de casca fresca.

Who We Are

The Mercado do Cacau website arose from the need to enable the use of the Internet to spread the practices of agribusiness and transactions directly linked to the cocoa market. We are the only website in the country that discusses in detail the issues related to cocoa.

One justification for our existence was the fact that, even with the passing of the years, all business processes were still the same, and so we decided to innovate business procedures of cocoa, seeking to provide interactivity between buyers and sellers through our website, in addition to providing various daily updated information inherent to business, giving support to all chain involved in the industry.

Articles from expert authors, real-time quotes of internal and external market prices; links to other specialized pages on the subject and access to new technologies of production are some of the issues explored here. It is important to remember that we pioneered launching this website with Web TV format - a junction of the tools used on TV and the Internet - in January 2010, giving rise to the TV market.

With a qualified team, the Mercado do Cacau won a loyal and also very participative audience, which has always tried to give suggestions of copy and commenting issues discussed here. And this is the reason of our existence: serve a segmented audience, hungry for qualified information!

History of cocoa

Cocoa is a word that derives from the term “Kakaw”, of Mayan origin. According to some scholars, the word can be translated as "bitter juice", but in essence “Kakaw” is a phoneme and was used to refer to cocoa tree.

The researchers found in some Mexican ceramic pots the phoneme "ka", which was represented by the stylized shape of a fish, marked with two dots to indicate that the phoneme was repeated twice.

No one knows for sure who the first people to cultivate the fruit were, but history tells that the Aztecs in Mexico and the Maya in Central America were the first people to cultivate cocoa. But it is also said that even before the first Spanish settlers arrived in America, the cocoa was already cultivated by the Indians.

According to historians, the cocoa tree, also called cacahualt, was considered sacred by the people. This is because the prophet Quatzalcault taught the Aztecs how to cultivate the species, both for food and for beautifying the gardens of the city of Talzitapec in Mexico. And all cultivation was accompanied by solemn religious ceremonies.

In 1758, the Swedish botanist Carlos Linneo called the plant by Theobroma cacao L, which means “food of the gods”. Maybe inspired by all the symbolism surrounding the cultivation of cocoa.

The cocoa beans were considered so valuable that they were used as currency. They used the Aztec vigesimal system. There were specific names, such as the countles consisting of 400 cocoa beans, the xiquipil consisting of twenty countless (8.000 beans). The emperor Montezuma usually receives annually 200 xiquipiles (1.6 million beans) as a tribute of the city of Tabasco, which today corresponds to something about 30 bags of 60Kg.

It is said that a good slave could be exchanged for 100 beans at the time. Peter Martyr from Algeria wrote in 1530, yet about the use of cacao as currency, in the book DE OURBE NOVO PETRI MARTYRES AB ALGERIA: “Blessed money, which provides a sweet drink and is a benefit for mankind, protecting their owners against the infernal plague of greediness, because it cannot be accumulated for a long time, nor hidden underground.”

The Golden Fruit

A cocoa tree has long leaves that are born reddish and soon turn in to a deep green, measuring up to 30cm. Its fruits can also measure up to 30cm long, with greenish, brownish or reddish colors that tend to yellow when ripe. Within the fruit is found 20 to 50 beans coated with a white and sweet flesh and fixed to a placenta of the same type. A cocoa flower has five petals and is pollinated by small insects, throughout the year. Between pollination and fruit ripening elapse about 180 days. 

Botanists believe that cocoa originated from the headwaters of the Amazonas River, and expanded in two main directions, giving rise to three major groups: Criollo, Forastero and Trinitario.

Criollo: The word means “Hispano-American native” in Spanish and was the first variety cultivated in the territories where Honduras, Costa Rica and Mexico are located today, called by the people of Mesoamerica (Olmecs, Mayas, Toltecs and Aztecs) and also cultivated in Central America and northern South America. Their almonds are large and light coloring or rosaceous, low acidity and slightly bitter taste. It was considered the noblest of cocoa varieties, but it is not very productive and very susceptible to diseases. It currently accounts for about 5% of world cocoa production.

Forastero: Is cocoa which comes from the Amazon basin. It has flattened violet almonds, of medium acidity. It is considered productive and disease resistant. It currently accounts for about 80% of world production, and is cultivated mainly in Africa and Brazil. It has melon-shaped fruits and some subspecies produce excellent quality cocoa.

Trinity: It is a hybrid cocoa which resulted from the intersection of two other varieties, bringing together features of both. It was created in Trinidad after 1727, when Criollo cacao plantations were destroyed by cyclones and storms. Thirty years later, the Capuchin monks have brought and planted seedlings of Forastero, which ended up crossing with remnants of Criollo. It has excellent quality, and answers today for about 15% of world production.

The Arrival in Brazil

Cocoa has been gaining economic importance with the expansion of chocolate consumption, and because of that several attempts were made in order to implement the cocoa crop in other regions with climate and soil similar to the original. And so, the seeds were gradually spreading throughout the world.

In the mid-eighteenth century, cocoa had reached the South of Bahia, and in the second half of the nineteenth century, was led to Africa. Officially, cacao cultivation began in Brazil in 1679 by Royal Charter which authorized the settlers to plant it in their lands. 

Antonio Dias Ribeiro, in 1746, received some cocoa beans, the melon-shape Forastero type from the French settler Luiz Frederico Warneau, from Pará, and introduced in Bahia. The first planting was done in the state in the Cubicle farm, on the banks of river Pardo, the current city of Canavieiras. Only in 1752 plantations were made in the city of Ilhéus.

Cocoa has adapted to the climate and soil of southern Bahia and the region now produces 95% of Brazilian cocoa, Espírito Santo produces 3.5% and 1.5% is cultivated in Amazônia. Brazil is the 5th cocoa producer in the world, alongside Ivory Coast, Ghana, Nigeria and Cameroon. In 1979/80, the Brazilian cacao production exceeded 310,000 tons.

About 90% of all Brazilian cocoa is exported, generating foreign exchange for the country. In the period 1975/1980, cocoa generated 3 billion 618 million dollars.

Beyond the Chocolate

There is no doubt that cocoa reminds chocolate, always been like that, since the Aztecs, who in their religious ceremonies included the Chocolate. Cacao has always been cultivated to enjoy only the seeds of its fruits, which are the raw material of the chocolate industry. But the fruit of the cocoa tree is possible to extract other byproducts, as common industrialization juice cocoa, from the extraction of the pulp.

The cocoa juice has a very characteristic flavor, considered exotic and very pleasant to the taste, resembling other tropical fruit juice. It is fibrous and rich in sugars (glucose, fructose and sucrose) and also in pectin. Some of the substances that compose the cocoa juice confer a high viscosity and pasty appearance.

Como Cultivar

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO CACAU

O cacaueiro é uma planta estimulante, tropical, pertencente a família das Esterculiáceas, encontrada em seu habitat, nas Américas, tanto nas terras baixas, dentro dos bosques escuros e úmidos sob a proteção de grandes árvores, como em florestas menos exuberantes e relativamente menos úmidas, em altitudes variáveis, entre 0 e 1.000 m do nível do mar. Do fruto do cacaueiro se extraem sementes que, após sofrerem fermentação, transformam-se em amêndoas, das quais são produzidos o cacau em pó e a manteiga de cacau. Em fase posterior do processamento, obtém-se o chocolate, produto alimentício de alto valor energético. Envolvendo as sementes, encontra-se grande volume de polpa mucilaginosa, branca e açucarada, com a qual se produzem sucos, refrescos e geleias. Da casca extrai-se a pectina, que após simples processamento mecânico, se transformam em ração animal, ou ainda, por transformações biológicas, pode ser usada como fertilizante orgânico.

Cultivares

Clones

Selecionados em regiões cacaueiras do Estado da Bahia, introduzidos de outras regiões cacaueiras, nacionais ou estrangeiras, adaptados às condições de solo e clima baianos.

Híbridos

Provenientes de cruzamentos interclonais entre cacaueiros dos grupos Amazônico e Trinitário.

Clima

Latitude entre 22° N e 22° S. Adapta-se bem regiões com temperaturas médias superiores a 21°C. Tolera por curto espaço de tempo, temperaturas mínimas próximas a 7°C, durante os meses mais frios do ano, porém pode ocorrer injúria nas sementes, resultando em um produto final de qualidade inferior. Exige precipitações pluviométricas superiores a 1.300 mm anuais, bem distribuídos ao longo do ano, como na região litorânea e Vale do Ribeira e grande parte do planalto paulista. Regiões com deficiência hídrica superior a 100 mm anuais não são indicadas à exploração econômica da cacauicultura.

Solos

Devem ser profundos e bem drenados. Na região litorânea, os mais indicados são os latossolos vermelho-escuro, o prodizólico vermelho-amarelado e solos aluviais de boa fertilidade natural. No planalto paulista, os prodizolizados de Lins e Marília var. Marília, e os latossolos roxos.

Época de plantio

Sementes em viveiro - setembro a abril.
Mudas no campo - praticamente o ano todo, na região litorânea e vale do Ribeira. No planalto paulista, de outubro a março.

Espaçamentos

Diversos, em função da fertilidade do solo e dos objetivos da exploração econômica, podendo variar entre 1.000 a 2.000 plantas/hectare.

Controle da erosão

Plantio em nível, nas encostas.

Mudas necessárias

Entre 1.000 e 2.000, em função dos espaçamentos adotados.

Calagem

De acordo com a análise de solo, elevar o índice de saturação por bases para 50%.

Adubação de plantio

60 dias antes do plantio, incorporar por cova, 2 a 4 litros de esterco de galinha ou 10 a 20 litros de esterco de curral curtido, 1 Kg de calcário dolomítico ou magnesiano, 100 g de P2O5, 02 a 60 Kg/ha de K2O e até 4 Kg/ha de Zn. Acrescentar, em cobertura, 4 aplicações de 10 g de N/planta, de dois em dois meses.]

Adubação de formação

Aplicar em cobertura ao redor das plantas, em três parcelas no período das chuvas, de acordo com a idade das plantas e a análise de P e K no solo em gramas por planta: no 1º ano,40 g de N, 20 a 60 g de P2O5 e 20 a 60 g de K2O; no 2º ano, 80 g de N, 30 a 90 g de P2O5 e 30 a 90 g de K2O; no 3º ano, 120 g de N, 40 a 120 g de P2O5 e 40 a 120 g de K2O.]

Adubação de produção

Aplicar de acordo com a análise de solo, 50 Kg/ha de N, 30 a 90 Kg/ha de P2O5, 20 a 60 Kg/ha de K2O e até 4 Kg/ha de Zn, parcelados em três vezes, e aplicados em cobertura, nos meses de outubro, dezembro e março.

Outros tratos culturais

Roçadas, para manter a cultura limpa; desbrotas, para eliminar ramos ladrões; podas, para dar forma a planta e facilitar os tratos culturais e as colheitas.

Arborização

Em matas virgens, proceder ao raleamento parcial da área deixando as espécies arbóreas desejáveis para apropriar 40% de sombra à plantação. Em terrenos desbravados, arborear com as seguintes espécies de utilização temporária própria como bananeira-prata, bananeira-nanicão, Thephrosia candida DC ou Leucaena glauca Benth., em associação com as espécies permanentes, com farinha-seca (Ptecellobium edwallii), para sombreamento, e Grevillea robusta A. Cunn. ou jaqueira (Artocarpus integrifolia L. f. Moraceae) para quebra vento.

Controle de pragas e doenças

Efetuar controle sistemático às formigas quenquém e saúva, com produtos específicos. No controle a outros insetos, principalmente tripes, vaquinhas, percevejos e lagartas, empregar deltamethrin, malathion, trichlorfon ou carbaryl. Controle preventivo das doenças fúngicas: podridão-parda (Phytophthora spp.) - acefato de trifenil estanho, hidróxido de trifenil e estanho e fungicidas cúpricos; podridão-morena (Botryodiplodina theobromae) - fungicidas cúpricos; e antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) - mancozeb e cúpricos.

Colheita

Inicia-se a partir do 2º ano. Do 2º ao 4º ano, os frutos podem ser colhidos praticamente durante o ano todo. A partir do 5º ano, as colheitas são feitas em dois períodos: safra (novembro a fevereiro) e temporão (abril a agosto).

Produtividade normal

A partir do 7º ano, 1.200 a 1.500 Kg/ha

FATORES QUE AFETAM O FLORESCIMENTO E FRUTIFICAÇÃO DO CACAUEIRO, CLASSIFICADOS QUANTO AO NÍVEL DE INFLUÊNCIA EM: SIM (S), NÃO (N) E (S/N)

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Para determinar os fatores que influenciam no florescimento e frutificação do cacaueiro foi utilizado o seguinte roteiro orientador.

lista 2 ceplac

General Features of Cocoa

The cocoa tree is a stimulant and tropical plant belonging to the family of Sterculiaceae found in their habitat, the Americas, both in the lowlands, within the dark and damp forests under the protection of large trees, as in less lush forests and relatively less humid , at altitudes varying between 0 and 1000 meters from sea level. The fruit of the cacao seeds that are extracted; after suffering fermentation, become almonds, which produce cocoa powder and cocoa butter. At a later stage of processing, chocolate is obtained, high energy foodstuff. Wrapping the seeds, is a large volume of mucilaginous pulp, white and sweet, with which juices, soft drinks and jellies are produced. From the bark, pectin is extracted, which after simple mechanical processing, is transformed into animal feed, or by biological transformations, can be used as organic fertilizer.

Cultivars

Clones

Selected in cacao regions in the State of Bahia, introduced from other cacao regions, domestic or foreign, adapted to the soil and climate of Bahia.

Hybrids

From interclonal crosses between cocoa groups Amazon and Trinitarian.

Climate

Latitude between 22 ° N and 22 ° S. Adapt itself well to regions with average temperatures above 21 ° C. It tolerate, for a short time, minimum temperatures near 7 ° C during the coldest months of the year, but injury can occur in the seeds, resulting in a final product of inferior quality. It requires rainfall exceeding 1,300 mm annually, well distributed throughout the year, as the coastal region and the Ribeira Valley and much of the São Paulo plateau. Regions with water deficit exceeding 100 mm per year are not indicated to the economic exploitation of cocoa plantations.

Soils

Should be deep and well drained. In the coastal region, the most suitable are the dark red oxisols, the podzolic red-yellowish and alluvial soils of good fertility. In São Paulo plateau, the podizolized of Lins and Marilia, and purple oxisols.

Planting time

Seeds in nursery - September to April.

Seedlings in the field - virtually all year round, in the coastal region and the Ribeira Valley. In São Paulo plateau, from October to March.

Spacings

Various, depending on soil fertility and objectives of economic exploitation, ranging between 1,000 to 2,000 plants / hectare.

Erosion control

Planting in level on the slopes.

Seedlings required

Between 1,000 and 2,000, depending on the plant spacing.

Liming

According to the analysis of soil, raising the level of saturation for bases to 50%.

Planting fertilization

60 days before planting, incorporate per hole, 2 to 4 liters of chicken manure or 10 to 20 liters of manure of dung from the cattle enclosure, 1Kg of dolomitic limestone or magnesian, 100g P2O5, 2 to 60Kg/ha of K2O and up to 4Kg/ha of Zn. Add, in topping, 4 applications of 10g N/specie, once every two months.

Fertilization of formation

Apply in topping around plants, in three stages during the rainy season, according to the age of the plants and analysis of P and K in the soil in grams per plant: at 1st year, 40g of N, 20 to 60g P2O5 and 20 to 60g of K2O, at 2nd years, 80g of N, 30 to 90g P2O5 and 30 to 90g K2O, in the 3rd year, 120g of N, 40 to 120g of P2O5 and 40 to 120g of K2O.

Fertilization of production

Implement according to soil analysis, 50 kg/ha of N, 30 to 90 kg/ha of P2O5, 20 to 60 kg/ha of K2O and up to 4 kg/ha of Zn split in three times, and applied in topping, in months October, December and March.

Other cultural practices

Mowed, to keep clean culture; sprouted, to remove branches-pruning; pruning, to shape the plant and to facilitate the cultivation and harvest.

Afforestation

In virgin forests, proceed to partial thinning of the area leaving desirable tree species to appropriate 40% shade on planting. In cleared lands, it is recommended to afforest with the following species of own temporary use: fruit-banana tree, banana cavendish tree, Thephrosia candida DC or Leucaena glauca Benth., In association with the permanent species, with Ptecellobium edwallii, shading, and Grevillea robusta A. Cunn. or jackfruit (Artocarpus integrifolia L. f. Moraceae) to break wind.

Control of pests and diseases

Perform systematic control to quenquém and sauba ants with specific products. In controlling other insects, especially thrips, kitties, bugs and caterpillars, use deltamethrin, malathion, carbaryl or trichlorfon. Preventive control of fungal diseases: brown rot (Phytophthora spp.) - Acephate triphenyltin hydroxide, triphenyl tin and copper fungicides; rot brunette (Botryodiplodina theobromae) - Copper fungicides, and anthracnose (Colletotrichum gloeosporioides) - mancozeb and cupric.

Harvest

It starts from the 2nd year. 2nd to 4th year, the fruit can be harvested almost all year round. From the 5th year, the harvest are made in two periods: crop (November-February) and premature (April to August).

Normal productivity

From the 7th year, 1200-1500 kg/ha

Chocolate

Do cacau ao chocolate

Pessoas que não vivem sem chocolate são fáceis de encontrar. O produto é consumido no mundo todo e, para muitos, não se trata só de um alimento, mas, sim, de uma verdadeira fonte de energia ou até mesmo de um ótimo calmante para aliviar o estresse do dia a dia. O que poucos sabem é que o chocolate já era consumido e venerado pelos povos maias e astecas.

Não há registros de quem descobriu o cacau, fruto com que é feito o chocolate, mas é possível dizer que essa amêndoa tenha origem nas regiões tropicais das Américas do Sul e Central. Surgiu milhões de anos atrás, na Floresta Amazônica, entre os Rios Orenoco (que nasce na Guiana e se estende pela Venezuela) e Amazonas.

A mitologia também dá sua contribuição. Conta uma lenda asteca que Quetzalcoatl, Deus da Lua, roubou uma árvore de cacau da terra dos filhos do Sol, para presentear seus amigos, os homens, com chocolate, a delícia dos deuses. Essa lenda deve ter influenciado Carlos Linnaeus, botânico sueco, que classificou o cacaueiro Theobroma cacao, do grego Theo (Deus) e broma (alimento).

Quando, em 1519, os espanhóis iniciaram a conquista do México, sob o comando de Fernando Cortez, notaram que os nativos ofereciam aos deuses estranhas bebidas escuras. Ficaram intrigados, mas logo descobriram sua origem: eram feitos dos frutos do cacaueiro, uma árvore quase sagrada para os índios.

Os astecas chamavam de cacahuatl o fruto da árvore, e de tchocolath a bebida fria e espumante feita com ele. Tchocol: amargo; ath: água. Foi, aliás, com uma taça dessa bebida que o Montezuma, o último imperador asteca, que governou o território onde está localizado o México entre 1502 até 1520, recebeu Cortez em sinal de boas-vindas e de consideração.

Os espanhóis não conheciam o chocolate e acharam o gosto da bebida amargo. Cortez, porém, não tardou a descobrir seu efeito poderoso. Como escreveu ao imperador Carlos V, "uma taça da preciosa bebida permitia aos homens caminhar um dia inteiro sem necessidade de outros alimentos".

Pelas virtudes e uso cada vez mais difundido, o cacau acabou se transformando em moeda. Dez favas valiam um coelho. E por 100 favas de primeira qualidade adquiria-se uma escrava.

Indústria chocolateira no mundo

O cacau começou a ganhar o mundo a partir de 1520, quando remessas da amêndoa foram levadas da América para a Europa.

Os espanhóis abriram as primeiras fábricas chocolateiras do mundo no fim do século 16, e a expansão do chocolate pelo continente teve início com o casamento do rei francês Luís XIII e a infanta Ana, da Áustria, em 1615, porque a futura rainha não queria deixar a Espanha sem levar as sementes de cacau para Paris.

Em 1659, Luís XIV, rei que sucedeu Luís XIII, concedeu a David Chaliou, oficial da realeza, o privilégio de "fabricar e vender, por 19 anos, uma composição que se chamava chocolate". Nascia, assim, a primeira fábrica francesa de chocolate, que utilizava métodos artesanais de produção.

O chocolate só passou a ser produzido por meio de processos mecânicos em 1765, com a fundação da fábrica de chocolate Cia Baker, nos Estados Unidos, considerada a primeira indústria de chocolate.

Mas os franceses não ficaram para trás. Pouco tempo depois, em 1778, Doret desenvolveu uma máquina para moer, misturar e aglomerar a massa de cacau, e, em 1819, Pelletier construiu, em Paris, uma fábrica que utilizava vapor no processo de produção.

A primeira fábrica de chocolate na Suíça teve início no mesmo ano, e foi fundada por François Louis Cailler, em Vevey. Em 1831, Charles-Amedée Kholer se estabelecia com outra fábrica em Lausanne, Suíça.

Chocolate com leite

Na Suíça, a indústria do leite condensado deu novo impulso à do chocolate. Em 1870, em Vevey, o laboratório de Henri Nestlé ganhou um vizinho, Daniel Peter, que ali se instalara com uma pequena fábrica de chocolate. A recente descoberta de Henri Nestlé - que associara leite à farinha - deu a Peter a ideia de juntar leite ao chocolate, que, até então, compunha-se unicamente de cacau e açúcar.

Em 1903, Milton Snavely Hershey, depois de vender sua empresa de caramelo, dedicou-se a produzir barras de chocolate ao leite. Nascia, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a Hershey\'s, uma das marcas mais consumidas na época.

O chocolate branco surgiu em 1913, também nos Estados Unidos, quando foi publicada a primeira receita dos chamados "tabletes de baunilha". O doce era composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e baunilha.

O chocolate tornou-se alimento de primeira necessidade, fazendo parte da ração de emergência dos soldados na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e na Segunda (1939-1945). Foi denominada Ração D.

Também durante a Segunda Grande Guerra, os norte-americanos lançaram, com base em alimentos utilizados por soldados na Guerra Civil Espanhola, as pastilhas de chocolate M&M\'s, cobertas por açúcar colorido.

Indústria chocolateira noBrasil

Relembrando os séculos 19 e 20

O cacau chegou ao Brasil pelo estado do Pará, em 1746, trazido pelo francês Louis Frederic Warneaux. No mesmo ano, Antônio Dias Ribeiro recebeu algumas sementes do colonizador francês e começou a cultivar a amêndoa em cidades como Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia, o que ajudou no desenvolvimento econômico da região.

(Aliás, o cultivo de cacau nas cidades baianas foi tão bem-sucedido que contribuiu para enriquecer a cultura brasileira, servindo de inspiração até para as obras do consagrado escritor Jorge Amado.)

Na metade do século 19, o Brasil já era o maior exportador de cacau do mundo, chegando a mandar para o exterior, em 1880, mais de 70 mil toneladas.

Com a produção do cacau em alta, começaram a surgir, no fim do século 19 e início do século 20 as indústrias de chocolate no país. Em geral, elas eram familiares, fundadas por imigrantes da Alemanha, Letônia e Suíça.

Campanha Institucional doChocolate

Além da crescente indústria do chocolate, o Brasil era um dos países que mais produzia cacau no mundo. Mesmo com tantos números positivos, a situação do mercado de chocolate em 1972 não era das mais promissoras; nem para os produtores de cacau e nem para a indústria, porque os brasileiros não tinham hábito de consumir o alimento. Com isso, as fábricas não vendiam seus produtos no mercado interno e os produtores sofriam com a baixa procura pelo cacau.

Para todos, a grande pergunta era: por que o brasileiro consumia chocolate em tão pequena quantidade? Pela qualidade do produto? Não, a indústria brasileira já possuía tecnologia capaz de produzir chocolate à altura dos melhores do mundo, com uma grande variedade de produtos e sabores. Seria o clima tropical? Nada disso, a Colômbia na zona tórrida, consumia dez vezes mais que o Brasil. Seria o poder aquisitivo do brasileiro? Também não, mais uma vez a Colômbia como exemplo: lá, o poder aquisitivo não era maior que o nosso e os números provam o sucesso do produto naquele país.

Pesquisas foram feitas e a resposta veio do maior juiz: o consumidor. Até 1972, o chocolate era visto pelo consumidor brasileiro apenas como guloseima, coisa para crianças e mulheres da classe A, assim mesmo em ocasiões especiais. Havia também muitos preconceitos: "engorda", "é quente", "dá espinhas", "ataca o fígado", "dá alergia", "estraga os dentes" e outros menos cotados.

A pesquisa revelou ainda que as donas de casa se consideravam culpadas de má administração do orçamento doméstico se incorporassem às compras habituais um item "supérfluo" e "dispensável", como julgavam ser o chocolate.

O perfil do consumidor era totalmente negativo. Todos ficavam relutantes diante do produto, menos as crianças, claro, os grandes consumidores. Assim, era necessário fazer alguma coisa, mudar a trajetória do produto. Grandes soluções são sempre precedidas de grandes ideias.

Em 1971, em reunião realizada no Equador, os países produtores de cacau decidiram lançar as campanhas nacionais, com o objetivo de incentivar o consumo do chocolate. Os produtores brasileiros importaram a ideia e iniciaram sua divulgação por intermédio do Comitê Nacional de Expansão do Consumo Interno do Chocolate, órgão criado no âmbito da ABICAB e do qual participaram as empresas fabricantes de chocolate e o próprio governo, por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC).

O objetivo dessa união de esforços era promover a Campanha Institucional no Brasil, para incentivar o consumo do chocolate, mudando a imagem do produto perante os consumidores. E, a partir daí, criar o hábito de consumo, dando ao chocolate um novo e permanente dimensionamento no mercado.

Com início em 1973 e término em 1983, a Campanha Institucional do Chocolate nos principais meios de comunicação baseou-se, fundamentalmente, nos aspectos alimentícios, gustativos, energéticos e de preço, com os temas:

O mais gostoso do chocolate é ser alimento

Chocolate anima a vida

Coma chocolate. Energia que dá água na boca

Chocolate, energia para todo dia

Chocolate é energia que não pesa no seu bolso

Graças a esse trabalho, foi possível mudar a imagem do chocolate junto aos consumidores nacionais. Em 11 anos, a produção nacional cresceu de forma constante e expressiva, em torno de 163%.

Antes da campanha, a produção brasileira de chocolate era de 46 mil toneladas. Ao seu final, saltou para 121 mil toneladas. O crescimento do consumo se manteve mesmo após o término da divulgação.

Atualmente, o chocolate no Brasil é considerado um alimento moderno, que repõe as energias gastas no dia a dia, e sua popularidade entre os consumidores resultou em seções dedicadas exclusivamente a ele em todas as redes de supermercado do país.

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