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Surto da doença podridão parda ameaça produção de cacau de Camarões

cacau com podridao parda
A podridão parda atinge o fruto do cacau - Ilustração
A colheita em várias regiões produtoras de cacau de Camarões pode diminuir por causa de um surto da doença podridão parda que durou quase um mês, disseram vários produtores e traders no domingo, 29. Segundo eles, a doença fúngica, comum em épocas de chuva, ocorreu durante período prolongado de umidade nas regiões central e sudoeste, as duas principais localidades produtoras de cacau.
 
Juntas, as regiões central e sudoeste de Camarões representavam pelo menos 80% das 228.911 toneladas produzidas por Camarões na temporada de 2012/13, de acordo com estatísticas do governo e da indústria. 'Milhares de hectares de fazendas de cacau foram atacados pela doença podridão parda no centro, sudoeste, sul e regiões litorâneas, só para citar alguns locais', disse Alphonse Emmanuel Nguile, vice-presidente de uma associação de mais de 50 mil produtores de cacau e café.
 
Nguile assinalou que o grupo do qual faz parte pediu ao governo ajuda para os produtores de cacau e destacou que os agricultores estavam coletando recursos para comprar fungicida para combater a doença, que segundo ele ameaça a produção.
 
Muitos frutos foram danificados pela doença e caíram das árvores, afirmou, culpando o início tardio das chuvas - que começou em meados de setembro, em vez de maio - por exacerbar o problema. As chuvas não pararam como de costume em outubro e continuaram até dezembro durante o desenvolvimento da safra principal, disse Nguile. A temporada de cacau de Camarões vai de agosto a julho.
 
O surto de podridão parda é o segundo evento adverso a atingir a produção de cacau camaronense este ano, depois que o clima muito seco danificou milhares de plantas no centro, sul e leste. A umidade recente gerou um sentimento de ansiedade entre os produtores dos principais cinturões, levando os compradores de grandes exportadores de cacau - incluindo Telcar Cacau, Olamcam e ADM - a negociar nos portões das propriedades.
 
Como resultado, os preços pagos pelo produto subiram para 1.150 francos CFA (US$ 2,41 dólares) por quilo esta semana. Fonte: Dow Jones Newswires/Agencia Estado.
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